domingo, 10 de janeiro de 2010

DESIGUALDADE




Na dura vida
Não só de amargura
Que o progresso empurra
No chão de fábrica
No trabalho sujo
O homem pobre que não tem estudo.

A justiça pesa
Nos ombros fracos
Dos que tem fome
Dos que tem tudo
Mas tudo pela metade
Na vida dura
Não só de amargura
Que o dinheiro empurra
Na malha da rua
Descalça e suja
a criança nua. (by: Nilma Franzoi)

O VIAJANTE


Bagagem nas mãos
trem na estação.
Passos precisos
deixam para trás
saudades,
lembranças e solidão.

No fim do caminho,
na próxima estação
alguém espera
seu grande amor
que partiu
no portal do sonhos,
em busca de soluções.
O trem veloz
sobre as trilhas,
segue na marcha da velha cantiga
do aço e do ferro
na cadencia da propulsão.

Dois destinos opostos
entre a distância marcados
pela vida dura
do amor daquele
que deixou para trás
e no daquele que fica.

Olhos presos na janela
vagando na imensidão.
Em cada viajem sempre fica
tantas dúvidas, tantas certezas!
Dentro do peito
um coração de saudades grita,
porque em algum ponto do caminho
sempre fica
alguém a lhe esperar. (by: Nilma Franzoi)

CRIANÇA


Nunca canso de relembrar
As delícias do bem estar
de quando criança
nas cantigas de roda
vivia a brincar.
As recordações mergulham
em direção não ignoradas
de um passado feito de sonhos
de um tempo cheio de encantos
na parte mais bela de minha vida
que guardo com todo o esmero
no fundo do coração. (by: Nilma Franzoi)