sábado, 31 de março de 2007

O INESPERADO


Seguir por estradas que sempre me levem onde quero ir.
Assim pensei senhora do meu destino ser.
Emergiu o inesperado, desviei o rumo, não me guiei
ao encontrar alguém que descompassou meu coração.
Tropecei no amor nem mesmo eu sei
que teci teias ao redor de mim
e presa para sempre a ti fiquei!

Desci ao inferno, subi aos céus
em décimos de instantes.
Fiquei presa nesse olhar divino e penetrante
deste homem errante sublime e extravagante!
Aprisionei-me em sua quietude silenciosa, respirando o mesmo ar,
trancada nos braços desta paixão louca me vi para sempre habitar! (by: Nilma Franzoi)

quarta-feira, 14 de março de 2007

LIVRE


Vou a qualquer lugar do mundo
Sou livre, sou errante
Solitário é meu destino
O chão e o céu são meus horizontes

Sou filho do universo
Sou filho da estrada
Liberto dos dogmas
Liberto da escravidão humana

Pertenço ao mundo e as estrelas
Guio-me pelo instinto selvagem de um garanhão
Abro espaço, durmo sob o céu
Sou livre enquanto vivo nesse chão.

Meu destino é caminhar
Deixar amores e paixões
Nada me prende nada me alucina
Criar raízes não é minha sina. ( by: Nilma Franzoi)

ELOS DA CORRENTE




Imutáveis são os elos que prendem minha alma ao corpo
E a mercê da sorte meu espírito prendem-no à matéria
Inquebráveis são enquanto há o sopro da vida
E tão infinitamente frágeis se desintegram depois da morte.
Liberto da vida o espírito voa
Rumo ao eterno sem dor e sem lamentos
Encontrará finalmente um novo prumo
Para o desalento de um dia ter pertencido
às moléculas deterioráveis do universo..(by: Nilma Franzoi)

domingo, 11 de março de 2007

PERDÃO


O cipreste inclina-se ao ruir do vento,
Num leve gesto de comprimento
E, as flores estremecem singelas
Como que orando numa capela

Eu inclino-me diante de ti
Num gesto simples, pois, me arrependi.
Para pedir-te perdão
Com toda a força inocente do meu coração

Enraiveci-me com teu ar ameaçador
Me magoastes
Quis levantar-me e fugir nesta hora
Porém fui tolhida como se
Possantes braços me detivessem

Fiquei cega e iludida
Com tantos erros cometidos em minha vida
Quis acabar com tudo num grito inútil
E como um fino gelo cortante
Afligindo-te a todo instante
Para dizer-te adeus sem me despedir

No entanto agora, na calma desta hora
Acaricio num desejo surdo
O teu nome escrito na parede de meu quarto
E vencida lúcida e convencida
Peço-te aos prantos
Perdoe-me meu querido encanto
Tudo isto não passou de um grande engano
Por crer no mundo dos profanos. (by: Nilma Franzoi)

MÃOS POSTAS


Elevadas no subúrbio
Unidas em oração,
Murmurando em reza
Frases singelas
No vazio silencioso
Do templo gélido da capela.

Mãos postas
Belas e frias
Imploram
Ou quem sabe
Só oram
Àquele a quem consideram
O supremo Redentor. (by: Nilma Franzoi)

quinta-feira, 8 de março de 2007

TEMPO e VIDA


Segue veloz o tempo
numa implacável verdade
Impiedoso
parece que corre na velocidade da luz.

E a vida passa célere intransigente e devassa
Deixando marcas profundas
sem se deixar envolver por suplicas e lamentos
ela corre e vai se esvaindo como em pequenos filamentos.

Deixa em alguns marcas leves como lembranças de fugazes recordações
Em outros marcas cruéis marcadas com ferro em brasa nos corações.
Para uns reserva às vezes leves fardos que os conduz
E para outros pesados lenhos em forma de cruz. (by: Nilma Franzoi)

VIVER ASSIM


Não posso viver assim
Viver assim é cruel.
Tu me olhas
Me desejas.
Mas
Não me tocas
E nem me abraças.
Me deixas marcas profundas no coração.
São teus olhos
Todo teu corpo
Que me queima com a força da paixão.
Eu te amo assim
Porque não posso ter-te
Desejo-te sim
Porque a mim tu não pertences. (by: Nilma Franzoi)

quarta-feira, 7 de março de 2007

SONHO DA FADA


Era uma vez uma fada, geniosa, triste e errante,
que encontrou em um lugar distante
um reino escondido e construído
por um Príncipe Encantado
que reinava com um pequeno cajado
as dores de um povoado.

A fada então
encantada com tamanha dedicação
com sua varinha de condão
propôs ao belo Príncipe deste reino
construir um castelo
nos arredores dos monastérios
de um grande povoado
e fincar ai seu reinado.
Tornar-se um Rei e conduzir
a multidão faminta
com sede de vida
para o gloria de Deus.

O Príncipe obediente
sempre paciente e contente
travou batalha e realizou
o sonho da fada
e daquele povo perdido no nada.

A fada então se despediu e partiu
para deixar seu Rei livre a governar
o grande reino por ele erguido. (by: Nilma Franzoi)



Fé...
doce vento que trazes
na brisa o sopro da vida.

Embala, entrelaça e laça
as dores dos filhos sem esperança.

Acalente os sonhos.
Acalme a fúria.
Aplaque a fome.

Devolva as forças,
tire dos corações a maldade,
e destroce as guerras.

Entregue viva a esperança...
instale-se no coração como herança
encha a vida ressentida dos aflitos oh! Divina Fé
e deixe teus filhos viverem de pé! (by: Nilma Franzoi)

AGORA


Agora...é um encanto, é uma ilusão, é imaginação
É ter que deixar rolar...é saudades, é solidão.
É rir, é chorar vibrar e sofrer.
Esperando o tormento ardente dos desejos adormecer.

Agora...é sentir dor, é lutar
É querer alcançar sem esmorecer
É sonhar e ter que buscar
A felicidade dentro de nosso próprio ser.

Agora...é sentir o peito pequeno para conter
Um coração cheio de angústias e aflição
Mas também é aprender que se pode ser feliz e viver
desta grande ilusão! (by: Nilma Franzoi)

terça-feira, 6 de março de 2007

AMIGO


Surgistes assim,
de repente neste curto espaço de minha existência,
não percebi.
Chegastes bem perto, me destes presença,
e só então na essência te senti.
Dividimos juntos neste pedaço de caminho
nossa amizade, nosso carinho.
E, mesmo que tu segures minha mão apenas por alguns momentos
para deter meus medos e meus fracassos,
e nossos caminhos para sempre se separem,
e fiquem desunidos,
jamais será,
como se nunca em minha vida
tu tivestes existido! (by: Nilma Franzoi))

domingo, 4 de março de 2007

VOCÊ


És a ilusão, o sonho mais lindo,
na vaga recordação de um passado feliz.

És uma canção sem palavras
nas palavras que talvez jamais sejam ditas.

És apenas o eco de minha voz
no silencio do mundo.

És poesia no suave murmúrio da brisa fresquinha.

És um lindo sonho que não morreu
e que é ainda doce realidade.

És os passos na distancia,
és nuvem, vento, chuva, lágrima...até.

E o que sinto é este sofrimento atroz de descobrir...
que nunca me terás como queres que eu seja,
nem serás como eu quero que sejas para mim. (by: Nilma Franzoi)

sábado, 3 de março de 2007

ALMA ANGUSTIADA


Chega a noite
e na cama minha mente se agita
meu corpo não se aquieta
o coração dispara
a imaginação alucina
e minha alma se angustia.
Não é possível distinguir
neste tormento
o eterno do efêmero
o animal do divino
a terra do céu.

Diante do fluxo incontrolável
do sangue nas veias
do ar nos pulmões
da criatividade que permeia
o corpo treme sem razão...
As preces se multiplicam
o sono chega e tudo silencia.

Logo amanhece e vem com o dia
as virtudes
a vergonha
os desencontros
os encontros
os projetos
as promessas
as palavras
a miséria
as tragédias....

Minha alma
já exausta
recomeça angustiada a repetir
mais uma vez o mesmo ciclo
de mais uma noite e mais um dia. (by: Nilma Franzoi)

sexta-feira, 2 de março de 2007


POEMAS da NILMA

Bem vindos ao meu mundo de sonhos!!!!