quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

FÚRIA DA CHUVA


Grossas gotas d’água
Incontroláveis caem
Sobre a terra seca
Que clama água
Em franca agonia.

Observo a chuva
Através da vidraça
E sinto
um profundo encantamento
Penso
Quão perfeito e bom
É o Criador.

No princípio harmonia
Água terra
Habitat do verde
E da vida.

E o Senhor do universo
Faz-se sentir
E tudo passa despercebido
No ciclo da vida

Corre assim ao natural
O bem estar profundo
Do ritmo da vida

Ninguém percebe
Ninguém olha
Ninguém agradece
Ninguém se importa
Se existe a chuva
Se existe o sol
Se existe o ar
Se existe a terra
Tudo é parte da existência

Pingos cadencias
Incontroláveis caem
Sem cessar
Dia e noite
Feito lágrimas
A muito contidas
E o sol se esconde
E a chuva cai
O vento uiva
E terra grita
Inimaginável
é a força das águas


Nenhum poder
Nenhuma ação
Para deter
O caos
Da fúria da natureza

E diante da grandeza
Do poder do criador
Todos param
Todos percebem
Todos se compadecem
Todos se importam
Se existe a chuva
Se existe o sol
Se existe o ar
Se existe a terra
E se curvam vencidos
Diante do Senhor
E reverenciam
E imploram
E rezam
Pai nosso que estais nos céus
Santificado seja o vosso nome
Perdoai as nossas ofensas
E livrai-nos mal
Amém. (by: Nima Franzoi)

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