
É profunda e inerte a noite escura
A chuva intrépida se desfaz
Sanguínea sobra a terra
Qual califa venera seu deus!
Nos clarões dourados
Vejo a luz pela qual chorei um dia
Ao ver-te partir dos braços meus.
Foi angustiante o bálsamo que bebi nesta hora
Tal qual a rainha acorrentada
Que assiste seu guerreiro afiar a dura espada
Para sem piedade e por vingança
Cravar no peito seu.
Um relâmpago,
Um ronco de carro,
Uma lágrima,
Um adeus!
Fiquei aí junto a janela
Entre soluços velozes e o vento aflito
Tal qual Jerusalém que foi brutalmente
Dividida ao meio por uma muralha
Tal qual um pirata sedento de ouro
Que se perde com seu barco
Em alto mar.
Ficando aí entendi
Que tudo era em vão.
Tentei gritar
-Onde estas que não respondes?
-Em que limite desta distância tu te escondes?
Nem meu grito
Ecôo no universo
Pois não me respondestes!
Compreendi então que partistes
Vi meu ser tornar-se meu sudário
Tal qual o Egito
Que por castigo recebeu o sol da eternidade
E pelos deuses lhes foi proibido
Que suas virgens derramassem lagrimas sobre ele
Deu-lhes o deserto!
Meu grito desde então
Corre o infinito
Vejo que nada mais resta
E novamente meu grito de dor ecoa
Na vastidão do universo!
O sol se apaga,
A noite dorme,
As estrelas param
Tu te calas,
E os montes emudecem! (by: Nilma Franzoi)
A chuva intrépida se desfaz
Sanguínea sobra a terra
Qual califa venera seu deus!
Nos clarões dourados
Vejo a luz pela qual chorei um dia
Ao ver-te partir dos braços meus.
Foi angustiante o bálsamo que bebi nesta hora
Tal qual a rainha acorrentada
Que assiste seu guerreiro afiar a dura espada
Para sem piedade e por vingança
Cravar no peito seu.
Um relâmpago,
Um ronco de carro,
Uma lágrima,
Um adeus!
Fiquei aí junto a janela
Entre soluços velozes e o vento aflito
Tal qual Jerusalém que foi brutalmente
Dividida ao meio por uma muralha
Tal qual um pirata sedento de ouro
Que se perde com seu barco
Em alto mar.
Ficando aí entendi
Que tudo era em vão.
Tentei gritar
-Onde estas que não respondes?
-Em que limite desta distância tu te escondes?
Nem meu grito
Ecôo no universo
Pois não me respondestes!
Compreendi então que partistes
Vi meu ser tornar-se meu sudário
Tal qual o Egito
Que por castigo recebeu o sol da eternidade
E pelos deuses lhes foi proibido
Que suas virgens derramassem lagrimas sobre ele
Deu-lhes o deserto!
Meu grito desde então
Corre o infinito
Vejo que nada mais resta
E novamente meu grito de dor ecoa
Na vastidão do universo!
O sol se apaga,
A noite dorme,
As estrelas param
Tu te calas,
E os montes emudecem! (by: Nilma Franzoi)
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